A arte perdida de mandar postais

Cartão postal vintage

Acho que sou uma viajante old school em alguns aspectos, pois tenho uns hábitos durante viagem que às vezes causam certo estranhamento (e que nem sempre são legais de fazer durante a viagem), mas que quando retorno dela e rola aquela vontade da estrada como hoje, fico muito satisfeita por tê-los feito.

O primeiro deles é que costumo ter diários de viagem. Escrevo nele pelo menos duas vezes por semana, da forma mais informal possível, retratando fluxos de pensamento, local, data, o que fiz nos últimos dias, como me sinto, se há algo que eu não gostaria de esquecer nunca mais – resumindo, qualquer coisa que eu esteja vivendo no momento. Enche um pouco o saco quando você tem que separar 20-30 minutos somente pela disciplina de escrever, mas quando olho os meus cadernos, sempre me deparo com alguma coisa que já tinha esquecido, um lugar, uma pessoa. E sempre me pego sorrindo pela recordação.

O segundo deles é viajar com o mínimo possível pois eu sei que sempre vou encontrar algo que quero levar. Claro que acontece de você acabar sentindo falta de algo e não encontrar para comprar (eu não encontrei fio dental para comprar em Paris!!!), mas, de forma geral, você percebe que não precisa de tudo aquilo que queria ter levado. E suas costas agradecem. 😉

O terceiro deles: tiro fotos, mas não faço disso minha ocupação principal durante a viagem. Você pode perceber depois que não curtiu o local como deveria em busca do ângulo perfeito.

Por fim, eu mando postais. Além de ser um ótimo souvenir, é incrível ler postais que você mandou para seus amigos. Eles amam! Eu lembro onde estava quando os escrevi, minhas sensações e sentimentos. E isso, não há quem tire de mim.

Por Maryssa Caetano

Quem escreve 

Tradutora freelancer, assessora de imprensa e fã do ambiente digital. Viaja sozinha desde muito cedo e sempre quis saber onde cada trilha e estrada acabam.

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