Como estimar seus custos de viagem

 

Uma pergunta muito comum que fazem acerca das minhas viagens é relacionada a quanto de dinheiro é necessário para uma viagem internacional. E eu desejaria responder de forma simples e rápida, mas, como muita coisa na vida, a resposta é “depende”. Isso quer dizer que você vai ter que ler até o fim desse texto para ter uma ideia do que é necessário considerar na hora de estimar seus custos. =P

Antes de seguirmos para parte mais prática, é interessante se fazer as perguntas de cada tópico, principalmente se você não for rico tiver um orçamento ilimitado.

Eu costumo dividir meu planejamento em 2 etapas:

Na primeira, eu defino o que é essencial – na minha opinião – e isso significa: passagens internacionais, visto, roteiro, hospedagem e transporte.

Na segunda, eu vou atrás dos pontos secundários, mas ainda assim importantes para a viagem: pesquiso os pontos turísticos de maior interesse (os famosos must see, must eat), providencio seguro viagem e documentação.

Baseado nisso, faço uma planilha (exemplo: worldtrip-2020) onde vou inserindo o que fiz, o que falta fazer e claro, os custos de cada etapa.

Os tópicos a seguir estão em ordem de importância:

  1. Você precisa de datas – quanto mais flexível, melhor, mas ainda assim você precisa saber as datas limites de ida e volta. É o princípio básico de qualquer planejamento, principalmente se você tem obrigações no seu país de residência. Os preços flutuam muito dependendo das temporadas.
  2. Defina o (os) destino (s). Isso ajuda tanto no foco na hora de buscar por passagens aéreas quanto para começar a busca pelos pontos essenciais da viagem. Quando quero ir à Europa, por exemplo, eu foco nas promoções de bilhetes aéreos de países que quero visitar – o blog que mais uso é o do melhoresdestinos.com.br. A partir de lá vou no site da cia aérea ou nos buscadores de passagem Skyscanner e Google flights .
  3. Encontrada a passagem, vou atrás do visto (se for o caso). Para locais que é necessário o visto, eu compro a passagem com seguro contra casos de não concessão, de forma que eu possa reaver o valor da passagem se o visto não for concedido.
  4. Defina um roteiro. Se minha passagem é Brasil-Espanha, por exemplo, eu costumo fazer um roteiro em sentido horário nos países que fazem fronteira e tanto o início quanto o fim da viagem são na Espanha.
  5. Tendo o roteiro, eu faço uma estimativa de tempo em cada cidade e vou atrás de transporte entre os destinos principais. O que mais uso para me ajudar é Rome2Rio. Note que para algumas empresas de trem isso não é possível, pois eles não aceitam compras com muita antecedência, ou mesmo compras feitas de fora do continente. Neste caso você terá de aguardar chegar no seu destino para comprar os bilhetes. Dica: os valores das passagens de trem e de ônibus podem flutuar como os de passagens aéreas, portanto, se achou valores bons, é muito mais seguro já garantir a passagem.
  6. Feito isso, defina o seu nível mínimo aceitável de conforto. Você faz questão de banho quente e quarto exclusivo ou topa um albergue em quarto compartilhado, quem sabe até um couchsurfing? A hospedagem é um dos pontos mais pesados financeiramente da viagem internacional e vale a pena gastar fosfato nisso. Uma boa forma de saber o quanto de dinheiro a sua escolha corresponde, por mais superficial que seja a pesquisa, é olhar o Booking ou Trivago. Ative os filtros e compare. Tenho usado o airbnb.com para opções intermediárias entre hotel e hostel.
  7. Chegou a hora de pesquisar os pontos turísticos de maior interesse. Eu olho o site deles – ou algum guia de viagem – para ter noção de quanto custa a entrada. Se você sabe que quer ver muitos pontos turísticos, as vezes compensa os passes de turismo que dão acesso a várias atrações turísticas por um período de tempo, poupa dinheiro e tempo em filas (entretanto, não são todas as cidades que possuem). Os valores vão para a planilha.
  8.  Muita gente não gosta de gastar dinheiro com seguro viagem, mas pessoalmente, acho que é um bom investimento quando se está no exterior. Ele ajuda tanto em questões de saúde (inclusive na assessoria de qual hospital buscar), transtornos com bagagens, furtos, roubos… Há as mais diversas opções de valores, eu já contratei vários, mas o único que precisei ativar foi o da Mondial Assistance (e tive uma experiência excelente), mas ultimamente tenho usado mais o WorldNomads, que me parece ter o melhor custo-benefício (mas o atendimento é em inglês). Há também a opção de usar o seguro do cartão utilizado para comprar a passagem, mas é necessário contatar a operadora do cartão para saber os detalhes (e obter a apólice).
  9. Quanto à documentação, sempre carrego cópias físicas e em nuvem (no Dropbox ou Onedrive) de comprovante de residência, documentos que comprovem que tenho recursos para a viagem, cópias de documentos pessoais (do passaporte inclusive), apólice de seguro de saúde, reservas de hospedagem, passagem aérea e quaisquer outras reservas. Tudo isso (ou nada disso) pode ser solicitado por um oficial de alfândega. As cópias em nuvem são uma garantia que você tem uma cópia de documentos caso sofra algum infortúnio (como um furto, por exemplo).
  10. Para alimentação, de novo, depende o nível de trabalho que você está disposto a ter e da qualidade de comida. Exceto por alguns países, cozinhar costuma ser mais barato que refeições fora. Caso vá cozinhar, eu calculo uma média de 100 USD por semana para alimentação em países caros (superestimando o custo). Caso a opção seja sempre comer fora em restaurantes/refeições populares, usando o mesmo parâmetro de países caros, eu uso o cálculo de 35 USD por dia (245 USD por semana).

Tendo adquirido essas informações e colocando na planilha, o total será o custo estimado da viagem (fora o que você pretende comprar por lá). Eu gosto de ter uma reserva correspondente a 20% desse valor para emergências, mas claro que não é obrigatório. E boa viagem!

Quem escreve 

Maryssa é gerente de projetos de tradução enquanto viaja o máximo possível - sempre acompanhada de seu notebook e flauta transversal. Não gosta de fazer exercícios e acredita no poder medicinal da pipoca, da batata frita e do café.

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One Reply to “Como estimar seus custos de viagem”

  1. […] faculdade, sempre me programei pra entregar trabalhos antes do prazo, estimo custos de viagem com folga, sempre penso na margem pra erro de […]

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