Viaje para se perder!

Andando pela cidade

Faz algum tempo que publicamos o post sobre viajar para se encontrar e agora a minha viajante favorita (aka, my super sister rockstar) para variar um pouco, quis contrariar a história toda. Sou super a favor de anos sabáticos, de períodos de stand-by, mas aqui a Maryssa Caetano (não, não somos gêmeas) vai falar sobre como desbravar os destinos turísticos.

Os destinos das minhas viagens geralmente são resultado de uma atração por algum (ou alguns) pontos turísticos ou locais de interesse. Claro que muitas vezes acabo escolhendo lugares aleatórios por conveniência – por exemplo visitar cidades vizinhas – mas uma grande lição que aprendi por acaso foi que perder-se pode ser bem enriquecedor.

Quando proponho que você se perca, não estou sugerindo que faça isso em cidades/vizinhanças essencialmente perigosas (como o Rio de Janeiro) e sim se permitir fazer o caminho mais longo, tentar se orientar ‘pelo rumo’ de onde está indo – e claro, tendo certeza que você tem o mapa da cidade salvo off-line no GPS do celular (e bateria carregada).

Funciona assim:

1- você escolhe um lugar que gostaria de visitar;

2- olha no mapa as instruções básicas de como chegar lá (anote as linhas de ônibus/metrô se for o caso);

3- se for a pé, vá pelo rumo, se for de metrô, pare uma ou duas estações antes e caminhe o resto do percurso.

Foi assim que encontrei uma padaria com a-melhor-torta-de-maçã-do-mundo em Toulouse (França), que encontrei um monumento muito bonito (e triste) às vítimas de um bombardeio na 2ª Guerra Mundial em um bairro de Varsóvia (Polônia), que paguei mais barato em restaurantes fora do circuito turístico, que consegui entender melhor como é a vida fora das áreas turísticas, fora dos preços turísticos e das conveniências de ser um turista.

Claro que nem tudo são flores: já fui parar sozinha, de shorts e camiseta em um bairro de mulçumanos em Bruxelas (Bélgica) e já comi coisas de origem e gosto duvidosos. Mas quando coloco na balança, acho que no máximo 20% das vezes tive uma não tive uma boa experiência.

E tudo isso tem a ver com permitir-se ver o novo de uma nova forma; quem sabe, você chegue a conclusão de que sempre esteve perdido e que isso não é necessariamente ruim.

Você lê outras dicas de viagem da Maryssa no blog: Vida de viajante é para qualquer pessoa? e A arte mandar postais .

Quem escreve 

Tradutora freelancer, assessora de imprensa e fã do ambiente digital. Viaja sozinha desde muito cedo e sempre quis saber onde cada trilha e estrada acabam.

Deixe uma resposta