4 motivos para (re)visitar Costa Rica / MS

Faz algum tempo que publiquei este post sobre minhas frustrações com o turismo em Costa Rica/MS. O lugar é lindo, mas falta (mais) gente de boa vontade para fazer a coisa acontecer. Enquanto isso, no lustre do castelo, a gente visita o lugar na surdina, descobrindo de primeira mão o que o lugar tem a oferecer.

Canyons do Engano

Assistir o por-do-sol em um dos inúmeros mirantes é demais. Você passa por plantações de cana-de-açúcar e por um terreno totalmente plano até que, de repente, o chão desaparece sob os seus pés como se onde eu pisasse na verdade fosse um velho telhado que, em um ponto cedeu, e mostrou todo o interior da casa e alguns pilares que insistiram em ficar de pé. Lá embaixo parece existir uma realidade paralela, completamente verde e que se estende pelo horizonte.

Placa - Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari
Placa – Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari

O acesso é livre e os Canyons fazem parque do Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, basicamente tudo o que chove aqui escorre em direção ao Pantanal.

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Cenário de alguns eventos de aventura acesso super fácil de carro – fomos em carros de passeio e deu tudo certo. Como o lugar é remoto – é preciso ir preparado com mantimentos, água e muito repelente, pois os mosquitos não perdoam.

Parque Municipal da Lage

Não tenho foto do lugar, mas sei que é bonito e ideal para fazer trilhas.

Parque Nacional das Emas

Este parque cheio de onças (o CRAS costuma faz soltura de animais no parque) e sucuris gigantes leva o nome de um bicho inofensivo e, se tem ema em abundância, tudo bem, ela tem mais chance de virar churrasco desses outros dois aí do que eu. Afinal, com uma oferta generosa de carne de caça, o que uma sucuri ia querer com uns bifes meus? (A premissa pode não ser verdadeira, mas é reconfortante de qualquer maneira).

Mas falando sério, por mais que eu saiba que existam vários predadores por lá eu quero muito acampar, apesar da dificuldade de acesso.

Parque Municipal Salto do Sucuriú

É minha segunda visita ao balneário, que funciona diariamente e durante a semana não cobra entrada dos visitantes. Oferece passeio na maior tirolesa da região – sério, é lindo ver a paisagem lá de cima, boiacross, arvorismo e trilha.

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O espaço é bem familiar – parquinhos, piscinas naturais, quiosques e um restaurante. O atendimento é amigável, existe um centro de convenções dentro do parque e pelo o que os funcionários comentaram, estão estudando um jeito para abrir espaço de camping. Isso seria incrível!

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A maior parte das cachoeiras é somente para contemplação, por conta do risco de deslizamento de pedras, de afogamento e escorregões fatais. Ui.

Eu até queria fazer a tirolesa novamente, mas estava tão cansada e o lugar é tão pacífico ao som de pássaros, vento passando pelas árvores, da água caindo incessantemente que, quando vi, adormeci enquanto observava a cachoeira. Não fiz a trilha no mato, apenas fiquei ali, sentada e em paz, observando o musgo que crescia nos degraus de madeira e nas pedras, no cheiro de adubo fresco e, pela primeira vez em muito tempo, eu estava sozinha, sem me preocupar com o celular, sem pressa. A experiência foi ótima.

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Quando me perguntaram o que eu fiz lá, eu disse: dormi. Acho que dormir em paz, rodeada de natureza também é uma experiência marcante na minha viagem.

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Esse balneário é um oásis de infraestrutura para um day-use legal. Exista uma piscina com água natural e uma sequência de cachoeiras (onde dormi) que são acessíveis por algumas dezenas de degraus de pedra. Tudo sinalizado. A última cachoeira é o Salto Majestoso e, conforme a imagem abaixo, dá para ter uma ideia o motivo do nome.

O volume de água é tão intenso que parte cai no parte e parte já pulverizada no ambiente e, dependendo da claridade do dia, parece que você está envolto em névoas.

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E pensar que essa cachoeira gigante está na beirada da cidade e, em alguns anos, estará no meio dela.

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Nesta foto, eu vi a placa “APP – Área de Preservação Permanete – Impróprio para Banho – Presença de Jacarés, Sucuris, Aririnhas, Socobois” e pensei “caramba só tem predador aqui, esse ‘socobois’ deve ser um troço jurássico cheio de dentes” e descobri que é um passarinho magrelo chamado socó-boi. Hahaha colocaram ele no mesmo grau de periculosidade da ariranha, do jacaré e da sucuri. Tá fraco não!

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Bom, agora informações úteis: acesso via estrada que liga Costa Rica e Paraíso das Águas pela MS 316, entrada no KM 1

Entrada: grátis de segunda a sexta-feira, R$ 10 aos fins de semana e feriado. Aberto das 7h – 17h.

Quiosque R$ 35
Tirolesa R$ 10 / R$ 15 e R$ 30
Rapel R$ 50 / R$ 100
Arborismo R$ 25
Rafting R$ 240 / 300 (para grupos de 4 e 6 pessoas)

Informações 67 99916-1144 / 3247-7074

 

 

Quem escreve 

Tradutora freelancer, assessora de imprensa e fã do ambiente digital. Viaja sozinha desde muito cedo e sempre quis saber onde cada trilha e estrada acabam.

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